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Doenças psicológicas fazem mal ao coração


As doenças psicológicas, que hoje atingem tantas pessoas pelo mundo, representam um perigo para a vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente mais de 350 milhões de pessoas sofrem com depressão no planeta. Além disso, muitas sofrem com outras doenças como a depressão, a ansiedade, o transtorno obsessivo compulsivo e a síndrome do pânico, etc.

Essas patologias, além de provocarem nas pessoas sintomas como tristeza profunda, isolamento social, perda de prazer em atividades que antes eram apreciadas, entre outras manifestações, agravam ou atuam em conjunto com fatores de risco para as doenças cardiovasculares, tais como tabagismo, colesterol alto, diabetes, obesidade, sedentarismo.

Uma pesquisa realizada pelo médico e professor de psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa), Kalil Duaillib, mostra que o tratamento contra as doenças psicológicas contribuem também para a redução de doenças do coração.

Isso acontece porque as situações geradas pela depressão, síndrome do pânico, ansiedade e outras patologias psíquicas são ameaçadora para o coração. Um estudo da King's College London, na Inglaterra, por exemplo, mostra que pacientes que possuem depressão, esquizofrenia ou transtorno bipolar têm 78% mais chance de desenvolver doenças cardíacas em relação a indivíduos que não possuem distúrbios psicológicos. Aqueles que sofrem com os problemas acima citados também possuem um número 85% maior de chances de morrer de doenças do coração em comparação à pessoas da mesma idade e que não têm distúrbios psicológicos.

Pesquisas apontam também que tais desordens mentais podem causar prejuízos à práticas de hábitos equilibrados e saudáveis, como exercícios físicos, alimentação balanceada, noites de sono adequadas e evitar o estresse.

A insônia também é um dos sintomas de doenças psicológicas e consiste na demora para dormir, despertar antes do horário correto e acordar frequentemente durante o sono. Quem sofre com a insônia e dorme por volta de 6 horas por noite possui um risco 30% maior de desenvolver hipertensão em relação a indivíduos que dormem normalmente. Por outro lado, quem tem insônia e dorme menos de cinco horas por noite corre um risco 520% maior. Além disso, as pessoas que enfrentam transtorno de ansiedade generalizada (TAG) correm um risco 30% maior de ter algum tipo de doença cardiovascular.

Juntamente às doenças psicológicas, acarretam-se também problemas prejudiciais ao corpo humano. Exemplo disso é o aumento do consumo de álcool pela população brasileira, além do crescimento de brasileiros acima de 18 anos que fazem uso da maconha, que correspondem a 1,5 milhão de indivíduos. Vários desses hábitos que fazem mal à saúde estão relacionados à ansiedade, depressão, síndrome do pânico e estresse.

Fonte: Saúde - Editora Abril